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Congresso de Ortopedia e Medicina Esportiva
VI Congresso Multidisciplinar em Ciências do Esporte
Universidade Federal de Juiz de Fora
17 e 18
de Outubro de 2025
Centro
de Convenções
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora
Minas Gerais, Brasil
Diretor
científico
Hugo
Lorran Souza Costa
Universidade
Federal de Juiz de Fora
https://orcid.org/0009-0005-2502-4353
Presidente
Fellipe
Debacker Ladeira
Universidade
Federal de Juiz de Fora
https://orcid.org/0009-0009-5148-0458
Orientador
Adriano
Mendes Jr
Universidade
Federal de Juiz de Fora
https://orcid.org/0000-0003-1877-8155
Resumos
Análise da força de preensão manual em atletas amadores de beach tennis
Kawan Baptista de Oliveira Ferreira¹, Ana Paula Muniz Guttierres¹, João Pedro de Carvalho Almeida¹, André de Assis Lauria²,³, Moacir Marocolo³
1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do
Sudeste de Minas Gerais, Campus Rio Pomba,
MG, Brasil
2Universidade do Estado de Minas Gerais, MG, Brasil
3Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil
Introdução: O Beach Tennis (BT) tem se consolidado como uma modalidade em crescimento no cenário esportivo. A prática do BT exige elevada demanda de força, especialmente dos membros superiores, em função da manipulação
constante da raquete e das ações de alta intensidade durante as partidas.
Avaliar a força de atletas amadores de BT,
permite não apenas caracterizar o perfil físico desses praticantes, mas também fornecer subsídios
para estratégias preventivas voltadas à redução do
risco de lesões. Objetivos:
Avaliar a força de preensão manual (PM) em atletas amadores de BT. Métodos: Participaram do estudo 51 atletas amadores de BT, do sexo masculino (36,9
± 9,5 anos) engajados em competições amadoras (categorias nível
B
e C). Foi avaliada a força máxima
isométrica através teste de PM, aferida
através do dinamômetro digital(Instrutherm Mod. DM-90), nos membros
dominante (MD) e não dominante (MND) dos atletas. Foi realizada uma estatística
descritiva, e os dados foram apresentados em média + DP (software Jamovi, versão 2.3.28). Resultados: A média da
força de PM foi
de 52,l9 ± 7,00 kg
no MD e 47,76 ± 7,78 kg no MND, com diferença percentual média de 9,3%.
Discussão: Os níveis
de força dos atletas amadores
de
BT, estão superiores aos descritos para a população
em geral (MD: 45,7 kg e MND: 41,7 kg). Embora a assimetria reportada (9,3%) possa representar uma adaptação funcional esperada em esportes de raquete, diferenças mais acentuadas
(> 15%) podem aumentar o
risco de sobrecarga
musculoesquelética e, consequentemente, predispor a lesões em estruturas do membro
dominante. Conclusão: Os atletas
amadores de BT apresentaram valores de força
de
PM superiores aos descritos
para a população geral, evidenciando o efeito positivo da prática regular da modalidade. Os achados deste estudo podem servir
como uma referência inicial para
atletas e treinadores, auxiliando tanto na
identificação de talentos quanto na
orientação dos processos de
treinamento, visando o
desempenho e à redução do risco de
lesões. Recomenda-se a realização de novos estudos com amostras maiores, incluindo atletas de
diferentes níveis competitivos
e
de ambos os sexos.
Palavras-chave: desempenho esportivo; esportes com raquete;
força de mão
Fomento: Programa Institucional de Apoio à Pesquisa (PAPq/UEMG/Edital 16/2023)
Análise da
tendência temporal (2000-2025) de internações hospitalares por eventos adversos
associados a dispositivos ortopédicos no Brasil
André Moreira Horta Garcia1, Guilherme Guimarães Cabral², Davi
Silveira Martins1, Lucas Gabriel Cordeiro Santana3, João
Vitor Casagrande3
1Universidade Federal de Juiz de
Fora - UFJF, Juiz de Fora, MG, Brasil
2Hospital Municipal de Governador
Valadares - HMGV, Governador Valadares, MG, Brasil
3Universidade Federal de Juiz de
Fora - Campus Governador Valadares - UFJF-GV, Governador Valadares, MG, Brasil
Introdução: Na traumatologia do esporte, os dispositivos
ortopédicos (DO) têm papel essencial na estabilização de fraturas, reconstrução
ligamentar e reabilitação funcional de atletas e praticantes de atividade
física. Entretanto, o uso inadequado, prolongado ou associado a falhas técnicas
pode gerar complicações, especialmente em idosos. Avaliar o padrão dessas
internações é crucial para aprimorar a segurança do paciente, otimizar o
retorno esportivo e orientar estratégias preventivas que qualifiquem o cuidado
ortopédico e reabilitador. Objetivos: Mensurar a tendência temporal de internações
hospitalares associadas a incidentes adversos envolvendo DO, com foco na
população idosa. Métodos: Estudo ecológico de
séries temporais com dados do DATASUS sobre internações codificadas como Y79
(DO associados a incidentes adversos). As taxas foram calculadas com base na
população estimada anualmente e estratificadas por sexo e faixa etária (≥ 60
anos). A análise foi conduzida no Joinpoint Regression Program (5.1.1.0), que aplica
modelos de regressão segmentada com pontos de inflexão e estima a Taxa Anual de
Variação Percentual (APC), com significância de 5%. Resultados: Entre homens, observou-se elevação significativa
até 2015 (APC = 5,57%; p = 0,002), seguida de tendência estacionária. As faixas
de 60–69 e 70–79 anos apresentaram estabilidade (p < 0,05), enquanto em
indivíduos ≥ 80 anos houve aumento entre 2000 e 2014 (APC = 12,00%; p = 0,0016)
e redução posterior (APC = –5,87%; p = 0,052). Entre mulheres, houve
estabilidade geral, com crescimento discreto até 2014 na faixa ≥80 anos (APC =
5,73%; p = 0,039). Discussão: O crescimento inicial, seguido de estabilização,
indica impacto positivo da incorporação de materiais mais biocompatíveis,
avanços em técnicas minimamente invasivas e padronização de protocolos de
reabilitação. Tais progressos reduziram complicações, favoreceram o retorno
seguro à prática esportiva e consolidaram uma abordagem preventiva no manejo
ortopédico. Conclusão: O
aprimoramento de técnicas, a vigilância ativa, o acompanhamento pós-operatório
e a reabilitação supervisionada são fundamentais para reduzir eventos adversos
e fortalecer práticas seguras na traumatologia do esporte.
Palavras-chave: dispositivos
ortopédicos; epidemiologia; tendência temporal
Comparação da força média
nos saltos com contramovimento e squat jump em graduandos do curso de
educação física da UFJF: um estudo preliminar
Patrick Silva de Carvalho, André Calil e Silva, Natália
Rodrigues dos Reis, João Vitor de Souza Moreira, Jefferson da Silva Novaes,
Aline Aparecida de Souza Ribeiro
Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal
de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora, MG, Brasil
patrickcarvalho993@gmail.com
Introdução: O Salto com Contramovimento (CMJ) e o Squat Jump (SJ) estão entre as principais ferramentas utilizadas
para mensurar a força e a potência de membros inferiores na atualidade. Esses
testes são capazes de avaliar níveis de fadiga, desempenho esportivo e
respostas ao treinamento. Objetivo: Comparar
a força média do CMJ com o SJ em graduandos do curso de Educação Física da
UFJF. Metodologia: A amostra foi
composta por 11 alunos do curso de Educação Física da UFJF. Os dados
antropométricos como massa corporal (90,2 ± 7,68 kg), idade (23,55 ± 5,13 anos)
e a estatura (1,79 ± 0,06 metros) foram coletados. Os valores de força média
foram obtidos por meio de uma plataforma de salto (Cefise, Brasil). Os saltos
foram realizados em uma única sessão da seguinte forma: 1) um salto de
familiarização; 2) três saltos de CMJ e SJ. O salto executado da forma
correta e de maior valor foi a referência para a análise. A normalidade dos
dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk,
demonstrando distribuição normal. Utilizou-se o teste T de Student, com nível de significância de (p < 0,05).
Os dados foram apresentados em média e desvio padrão. Resultados: O CMJ (1569,27 N ± 184,501) apresentou valores médios
superiores aos do SJ (1348,81 N ± 243,377), em toda a amostra, com 100% dos
participantes exibindo maiores valores de força média no CMJ. Houve diferença
estatisticamente significativa entre os dois testes (p = 0,004) e o tamanho do
efeito encontrado foi grande (ES = 1,144). Discussão:
Diferentemente do SJ, o CMJ conta com o uso de componentes elásticos para
melhorar seu desempenho. Nesse mecanismo, o alongamento prévio dos músculos e
tendões armazena energia elástica, liberada na fase concêntrica, o que resulta
na maior produção de força e potência. Conclusão:
A força média do CMJ foi maior do que a do SJ, tanto na média quanto
individualmente, na amostra avaliada. No âmbito esportivo, o uso do CMJ
aproxima-se dessas condições, o que favorece a escolha desse salto em
detrimento ao SJ.
Palavras-chave: salto com contramovimento;
squat jump; força média; desempenho esportivo
Comparação do aplicativo jumpo 2 e a plataforma cefise nas
alturas dos saltos contramovimento e squat jump
Paulo Vitor da Silva Crispim, André Calil e Silva, Aline
Aparecida de Souza Ribeiro, Camille dos Reis Molina,
João Vitor de Souza Moreira, Natália Rodrigues dos Reis
Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal
de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora, MG, Brasil
Introdução: O salto com contramovimento
(CMJ) e o squat jump (SJ) são amplamente utilizados para estimar a potência
muscular e a força explosiva de membros inferiores, seja em atletas ou na
população em geral. Para esse fim, as plataformas de força são consideradas o
padrão-ouro. Entretanto, o aplicativo JumPo
2 torna-se uma alternativa prática e sem custo que facilita a mensuração dos
saltos, mas ainda carecem de estudos que validem sua precisão. Objetivos: Verificar a correlação entre a altura do
CMJ e SJ obtidas a partir da plataforma de salto e do JumPo 2. Métodos: Devido à
normalidade dos dados foi verificado pelo teste de Shapiro-Wilk, demonstrando distribuição normal. Participaram do estudo 11 voluntários (idade: 23,55 ± 5,13 anos;
estatura: 1,79 ± 0,06 m; massa corporal: 90,2 ± 7,68 kg; IMC: 25,55 ± 2,15 kg/m2).
Cada indivíduo realizou três tentativas de CMJ e SJ, registradas
simultaneamente pela Plataforma de Força (CEFISE, Brasil) e pelo aplicativo JumPo 2. A associação entre as variáveis
foi verificada através da correlação de Pearson,
considerando um nível de significância p > 0,05. Resultados: As médias obtidas pelo aplicativo JumPo 2 foram de 35,57 ± 8,01 cm para o CMJ e 28,81 ± 6,92 para SJ,
enquanto pela Plataforma de Força (CMJ 34,72 ± 7,62 cm; SJ 29,83 ± 5,98 cm).
Fortes valores de correlação foram encontrados entre as variáveis (CMJ
plataforma vs. CMJ JumPo2 = 0,979 p > 0,001; SJ plataforma vs. SJ JumPo2 =
0,954 p > 0,001). Discussão: Embora
haja boa confiabilidade entre as ferramentas utilizadas, as discrepâncias nos
valores absolutos sugerem que os profissionais devem considerar variações
específicas do dispositivo ao comparar os dados da CMJ. Esses achados destacam
a utilidade do aplicativo JumPo 2
como uma alternativa viável para medir a altura dos saltos SJ e CMJ, embora as
diferenças entre os dispositivos devam ser contabilizadas nas configurações
aplicadas. Conclusão:
O JumPo 2 pode ser uma
alternativa viável para profissionais de Educação Física para estimativa de
salto vertical e suas implicações, desde que utilizado com cautela e
conhecimento de suas limitações.
Palavras-chave: salto vertical, força explosiva,
validação tecnológica, plataforma de força.
Comparação do tempo de voo do
salto com contramovimento e squat jump dos graduandos do curso de
educação física da UFJF
Juliana Delvivo de Souza, André Calil e Silva1
Mateus Giacoia Wanke, Aline Aparecida de Souza Ribeiro, Camille dos Reis
Molina, Jefferson da Silva Novaes
Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal
de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora, MG, Brasil
juliana.delvivo@estudante.ufjf.br
Introdução: Os testes de salto vertical são comumente
utilizados para avaliar potência e força explosiva dos membros inferiores de um
indivíduo, sendo os resultados indicadores de desempenho e condicionamento
físico. Os métodos mais utilizados para avaliação são o salto com
contramovimento (CMJ) e o squat jump (SJ). A principal diferença entre
eles está na técnica de execução, portanto é necessário entender as variáveis
que compõem cada salto, dentre elas o tempo de voo. Objetivo: Comparar o
tempo de voo do CMJ e do SJ em graduandos do curso de Educação Física da UFJF. Métodos:
Participaram da pesquisa 11 indivíduos do sexo masculino (23,55 ± 5,13
anos, 90,2 ± 7,68 kg, 1,79 ± 0,06 m) que realizaram CMJ e SJ na plataforma de
salto (CEFISE, Brasil) para o registro do tempo de voo. Cada voluntário
realizou três tentativas de cada salto, sendo validada a melhor execução. A
normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk,
apresentando distribuição normal. Foi adotado, o teste T de Student com
o nível de significância de p ≤ 0,05. Os dados foram descritos por média e
desvio padrão e, para o cálculo do tamanho do efeito, o d de Cohen (d). Resultados:
O tempo de voo no CMJ foi de 0,53 ± 0,065 segundos (s), enquanto no SJ foi 0,48
± 0,057 s. Houve uma diferença estatisticamente significativa entre o tempo de
voo dos dois testes (p = 0,003; d = 1,25). Discussão: Considerando que o
CMJ faz parte dos movimentos envolvidos em diversas modalidades esportivas, o
melhor desempenho no tempo de voo era esperado. Esse fato pode ser explicado
pela utilização do ciclo alongamento-encurtamento e da força elástica. Apesar
dos voluntários terem realizado algumas tentativas de familiarização, o SJ
exige uma técnica específica para a sua execução. Conclusão: Conclui-se
que o tempo de voo do CMJ é diferente do SJ, sendo maior no primeiro, portanto,
modalidades esportivas devem priorizar o CMJ para avaliar potência e a força
explosiva.
Palavras-chave: contramovimento, squat jump,
tempo de voo, performance
Correlação entre a força máxima
do exercício agachamento e o dinamômetro de membros inferiores em
universitários
Kevin Serrani Macêdo da Silva, André Calil e Silva, Gabriel
Neves, Aline Aparecida de Souza Ribeiro, Natália Rodrigues dos Reis, João Vitor
de Souza Moreira
Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal
de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora, MG, Brasil
Introdução: O agachamento é um exercício fundamental para a avaliação
e o desenvolvimento da força dinâmica de membros inferiores, enquanto a
dinamometria isométrica de membros inferiores (DIMI) é uma medida objetiva
relacionada à capacidade funcional do indivíduo. A relação entre medidas de
força dinâmica (1RM), força isométrica e variáveis corporais merece
investigação para refinar processos de avaliação. Objetivos: Verificar as correlações entre a força isométrica de
membros inferiores (FIMI), o teste de 1RM no agachamento e a massa corporal de
homens universitários. Métodos: A
amostra foi composta por 13 jovens universitários (77,81 ± 12,80 kg; 178,08 ±
0,76 cm; idade: 20-34 anos). Realizaram o teste de 1RM no agachamento com barra
de acordo com as recomendações do ACSM. Após três tentativas de DIMI
(dinamômetro Crown®, Brasil), o maior valor foi considerado. A massa corporal
foi aferida em balança de precisão (Welmy®, Brasil). A normalidade dos dados
foi confirmada pelo teste de Shapiro-Wilk e a análise de correlação utilizou o
coeficiente de Pearson (p < 0,05). Os dados foram expressos como média e
desvio padrão. Resultados: Os valores
médios obtidos foram 114,23 ± 24,05 kg para o 1RM no agachamento e 153,23 ±
25,16 N para a FIMI. Foi identificada uma correlação muito forte e
estatisticamente significante entre o 1RM e a FIMI (r = 0,839; p = 0,001).
Correlações desprezíveis foram observadas entre a massa corporal e o 1RM (r =
0,185; p = 0,546) e entre a massa corporal e a FIMI (r = 0,082; p = 0,790). Discussão: A forte correlação entre a
força dinâmica e a isométrica sugere que, apesar das diferenças nos padrões de
contração, ambas as avaliações capturam um constructo comum de força dos
membros inferiores. A ausência de correlação com a massa corporal total indica
que este parâmetro, por si só, não é um bom preditor da força máxima,
possivelmente devido à influência da composição corporal. Conclusão: Os testes de 1RM no agachamento e de dinamometria
isométrica podem ser utilizados de forma complementar para a avaliação da força
de membros inferiores. A massa corporal não demonstrou influência significativa
no desempenho nestes testes na amostra estudada.
Palavras-chave: força isométrica, repetição máxima, dinamometria,
agachamento
Correlação entre dorsiflexão
do tornozelo e a rigidez passiva do quadril em atletas sub-17 de basquete
Ana Carolina Zagari de Souza¹, Diogo Carvalho Felicio²,
Francisco Silvera Pires², Gustavo Andrade Porphyrio de Souza¹, Matheus Magno
Resende Ferreira¹, Vinicius Bernardino Coelho¹
¹Universidade
Federal de Juiz de Fora (UFJF), MG, Brasil
²Programa
de Pós-graduação em Ciências da Reabilitação e Desempenho Físico Funcional
(PPGCRDF-UFJF), MG, Brasil
Introdução: O basquete é um esporte de alta
intensidade, contando com saltos, acelerações e mudanças de direção. A
amplitude de movimento (ADM) é uma alteração intrínseca importante, considerada
como um fator de risco que pode atuar nas lesões. A ADM de dorsiflexão de
tornozelo e a rigidez de quadril desempenham um papel importante durante
saltos, aterrissagens e acelerações. Acredita-se que as alterações associadas
entre essas duas articulações aumentam o risco de desenvolvimento de lesões nos
membros inferiores. Objetivo: Avaliar a correlação entre a
dorsiflexão de tornozelo e a rigidez passiva de quadril em jovens atletas de
basquete. Métodos: Foi realizado um estudo observacional do tipo
transversal. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFJF. A amostra foi
composta por conveniência e foram incluídos atletas de ambos os sexos da
categoria de base de um time de basquete e que não apresentassem lesões no
momento da coleta. Foi analisada a rigidez passiva do quadril pelo teste de
amplitude passiva de quadril e a dorsiflexão de tornozelo, ambos utilizando um
inclinômetro digital. Resultados: Participaram do estudo 28 indivíduos,
sendo 16 do sexo feminino e 12 do sexo masculino, com idade média de 16,1 ± 0,7
anos, estatura de 172,5 ±10,5 cm e massa corporal de 64,5 ± 8,9 kg. Observou-se
que não houve correlação estatisticamente significativa entre a dorsiflexão de
tornozelo e a rigidez passiva de quadril (ρ = 0,13; p = 0,59), conforme o teste
de correlação de Spearman. Discussão: Pensando na complexidade do
corpo humano, estas variáveis atuaram de forma independente, influenciadas por
diferentes níveis de treinamento e características individuais dos atletas.
Embora ambas estejam envolvidas em movimentos críticos do basquete, como saltos
e aterrissagens, fatores como especificidade do treinamento, maturação
neuromuscular e variações morfológicas individuais podem influenciar essas
articulações de maneira distinta. Conclusão: A dorsiflexão de tornozelo
e a rigidez passiva de quadril não apresentam correlação significativa.
Palavras-chave: dorsiflexão, quadril, rigidez, ADM
Correlação entre força de
preensão manual e teste de 1RM no supino reto
Matheus Tostes Munck, André Calil e Silva, Guilherme de
Jesus Nascimento, Aline Aparecida de Souza Ribeiro, Camille dos Reis Molina,
Jefferson da Silva Novaes
Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal
de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora, MG, Brasil
Introdução: O teste de uma repetição máxima (1RM) é considerado
padrão-ouro para mensurar a força dinâmica. A força de preensão manual (FPM) é
uma medida simples e segura, considerada como um indicador de força geral, além
de refletir a saúde física e a funcionalidade. Objetivos: Verificar as correlações entre a força de preensão
manual, o teste de 1RM no supino reto e a massa corporal de jovens
universitários. Métodos: Estudo
transversal realizado com 19 universitários da FAEFID/UFJF (Idade: mín. 19 e
máx. 34 anos; Estatura: 176,58 ± 8,00 cm; Massa Corporal: 79,68 ± 15 kg). Os
participantes realizaram o teste de 1RM no supino reto de acordo com as
recomendações do ACSM. Após três tentativas de dinamometria de preensão manual
(TAKEI®, Japão), o maior valor foi considerado. A massa corporal foi aferida em
balança de precisão (Welmy®, Brasil). A normalidade dos dados foi confirmada
pelo teste de Shapiro-Wilk. A análise de correlação utilizou o coeficiente de
Pearson (p < 0,05). Os dados foram expressos como média e desvio padrão. Resultados: As médias dos valores foram
de 81,7 ± 17,56 kg para 1RM e 48,7 ± 8,08 kgf para a FPM. A seguintes
correlações e significâncias foram identificadas: forte e significativa entre
as variáveis FPM e 1RM no supino reto (r = 0,729; p < 0,001); moderada e significativa
entre as variáveis 1RM e Massa Corporal (r = 0,533; p = 0,019), assim como
entre a FPM e Massa Corporal (r = 0,548, p = 0,015). Discussão: Ao considerar a FPM um indicador de força geral e sua
correlação forte com a produção de força dinâmica no supino reto, a FPM pode
ser uma medida rápida e econômica para avaliar a força muscular em ambientes
universitários e, potencialmente, orientar programas de treinamento.
Entretanto, mesmo sendo um
indicador útil da força muscular, sua validade preditiva pode variar em
diferentes exercícios e populações. Conclusão: A forte correlação entre 1RM e a
FPM indica a possibilidade de utilização da FPM como preditor da força muscular
no supino reto, enquanto a massa corporal não deve ser utilizada com este
intuito. Estudos com variações do exercício supino devem ser realizados para
complementaros achados deste estudo.
Palavras-chave: força muscular, dinamometria, treinamento de força
Efeito agudo da bota de compressão pneumática sobre
força muscular e altura de salto em indivíduos saudáveis submetidos a um
protocolo de exercício extenuante
1Centro
Universitário Governador Ozanam Coelho - UNIFAGOC, MG, Brasil
2Programa de
Pós-graduação em Ciências da Reabilitação e Desempenho Físico-Funcional,
Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF, MG, Brasil.
joaopedrodesouzasimao@gmail.com
Introdução: Diversas
estratégias têm sido estudadas para acelerar a recuperação muscular após
esforços intensos. Entre elas, a compressão pneumática tem ganhado popularidade
em contextos esportivos e clínicos, sob a hipótese de favorecer o retorno
venoso, reduzir metabólitos relacionados à fadiga e acelerar o restabelecimento
funcional. Entretanto, as evidências científicas que sustentam seu uso ainda
são limitadas e pouco conclusivas. Objetivos:
Investigar o efeito da compressão pneumática sobre a altura do salto unipodal e
a força muscular de indivíduos saudáveis após exercício extenuante para o
tríceps sural. Métodos: Estudo
transversal com 13 voluntários (21,08 ± 1,32 anos). O protocolo consistiu em
repetições máximas de elevação dos calcanhares em degrau até exaustão. Em
seguida, aplicou-se compressão pneumática (Avanutri®), a 200 mmHg por 20
minutos. A altura do salto foi medida com o aplicativo My Jump e a força
isométrica máxima do tríceps sural com dinamômetro portátil (Physiocode). Os
dados foram analisados pelo teste t pareado, com cálculo do tamanho de efeito
(d de Cohen). Aprovado pelo Comitê de Ética (CAAE 83804324.0.0000.810). Resultados: A força isométrica máxima
variou de 51,7 ± 14,8 pré-intervenção com a bota para 54,3 ± 15,8 kgf
pósintervenção com a bota, apresentando apenas efeitos de pequena ou
desprezível magnitude (p = 0,29; d = 0,31). A altura do salto passou de 7,1 ±
2,5 para 7,3 ± 3,0 cm (p = 0,65; d = 0,13). Não houve diferenças
estatisticamente significativas. Discussão:
A aplicação imediata da compressão não gerou ganhos relevantes de força nem de
desempenho de salto. Os achados reforçam a necessidade de cautela ao considerar
seu uso rotineiro como recurso de recuperação funcional. Conclusão: Apesar do uso crescente em práticas esportivas e
clínicas, a compressão pneumática não demonstrou efeito significativo na
recuperação imediata da força e da performance de salto em jovens saudáveis.
Investigações futuras, com maior amostra e protocolos diferenciados, são
necessárias para esclarecer sua efetividade.
Palavras-chave: compressão pneumática, dor
muscular, dor musculoesquelética
Efeito da idade
relativa na progressão de carreira de jovens futebolistas: análise da copa do
mundo FIFA sub-17
Davi Romeiro
Soares Alves, Francisco Zacaron Werneck, João Pedro Rodrigues Moreira Dos
Santos,
Matheus Neves Ruffino Pereira, Emerson Filipino
Coelho
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) - Juiz de Fora, MG,
Brasil
daviromeiro211@gmail.com
Introdução: No
futebol, a diferença de idade entre atletas de uma mesma categoria etária
favorece aqueles nascidos nos primeiros meses do ano de seleção, gerando um
fenômeno denominado efeito da idade relativa (EIR). O EIR influencia a
performance atual dos atletas, mas pode não favorecer a progressão na carreira.
Objetivo: Analisar a associação entre o EIR e a progressão na carreira
em jovens futebolistas das seleções sub-17 que disputaram a Copa do Mundo FIFA
de 2017. Métodos: Foram analisados 509 atletas do sexo masculino que
participaram da competição. A data de nascimento dos atletas, nacionalidade,
desempenho da equipe, clube atual e divisão do clube foram coletadas no site www.ogol.com.br. A data de nascimento foi
dividida em quartis e semestres. O critério de progressão na carreira foi estar
atuando em algum clube profissional no ano de 2024. Utilizou-se o teste
Qui-quadrado (X²) para verificar a presença do EIR na amostra e a razão de chances
(RC) na relação com a progressão na carreira. Resultados: 40,5% dos atletas eram nascidos no 1º quartil (janeiro a março) e 65,1% no 1º semestre do ano (p < 0,05). Oito anos após, 72,4% dos atletas se
profissionalizaram. O semestre de nascimento mostrou-se associado a progressão
na carreira dos atletas (c2 = 4,537; p = 0,03). Os atletas nascidos
no 1º semestre apresentaram uma chance 1,5 vezes maior de progressão quando
comparados aos nascidos no 2º semestre (RC = 1,03–2,30). Discussão: Foi observado
que 7 em cada 10 atletas sub-17 que disputaram a Copa do Mundo FIFA em 2017 se
tornaram profissionais, sendo que a maioria deles era nascido no 1º semestre.
O EIR,
portanto, é um fator que está presente e interfere na seleção destes atletas,
de modo que ao longo da carreira esse viés de seleção aumenta as chances de
sucesso para os futebolistas nascidos no 1° semestre. Por outro lado, muitos
talentos podem ter sido excluídos precocemente do processo seletivo devido a
vantagens temporárias proporcionadas pelo EIR. Conclusão: Conclui-se que o EIR está presente nos atletas
participantes da Copa do Mundo FIFA sub-17 de 2017 e e
se mostrou associado com a progressão de carreira desses atletas até o nível
profissional.
Palavras-chave: efeito da idade relativa,
progressão de carreira, futebol
Efeitos
comparativos do exercício resistido e aeróbico na fisiologia cardiovascular de
pacientes em reabilitação cardíaca: uma revisão sistemática
Luísa
Matos de Paula Levy¹, Maria Filomena Antunes Linhares Barão Loia², Raissa
Renzzo Nunes¹, Laura Benevenuto Moreira³, Pedro Benevenuto Moreira¹
¹Acadêmicos
de Medicina, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora (SUPREMA),
Juiz de Fora, MG, Brasil
²Professora
de Anatomia, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora
(SUPREMA), Juiz de Fora, MG, Brasil
³Acadêmica
de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora, MG,
Brasil
Introdução:
A Reabilitação Cardíaca (RC) baseada em exercício é essencial para a prevenção
secundária de eventos cardiovasculares maiores, reduzindo mortalidade e
hospitalizações em pacientes com cardiopatias, incluindo insuficiência cardíaca
(IC) e síndrome coronariana aguda (SCA). Entretanto, persiste o debate sobre a
eficácia comparativa do Treinamento Aeróbico (TA) e do Treinamento Resistido
(TR) nos desfechos fisiológicos centrais (capacidade funcional) e periféricos
(função endotelial e muscular) em programas de RC. Objetivos: Avaliar e comparar os efeitos
do treinamento resistido e do exercício aeróbico sobre parâmetros da fisiologia
cardiovascular, como capacidade funcional (VO₂pico)
e função endotelial (FMD), em pacientes submetidos à Reabilitação Cardíaca, com
base em evidências recentes e de alto impacto publicadas entre 2020 e 2025. Métodos:
Realizou-se uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados (ECRs) e
metanálises indexadas no PubMed (MEDLINE) entre janeiro de 2020 e setembro de
2025. A estratégia PICO considerou: População (pacientes em RC), Intervenção
(TA vs TR) e Desfechos (VO₂pico, FMD e força muscular).
Foram priorizados estudos comparativos e de alta qualidade metodológica. Os
descritores MeSH utilizados incluíram “Cardiac Rehabilitation”, “Resistance
Training”, “Aerobic Exercise”, “Peak Oxygen Consumption” e “Endothelial
Function”. Resultados: A RC baseada em exercício reduz significativamente mortalidade e
hospitalizações (Odds Ratio 0,58 e 0,74, respectivamente). Entre as
modalidades, o Treinamento Aeróbico (TA), especialmente em alta intensidade
(HIIT), mostrou-se mais eficaz na melhora da função endotelial (aumento médio
de 3,09% na FMD) e na elevação do VO₂pico,
principalmente em pacientes com IC de fração de ejeção reduzida. O Treinamento
Resistido (TR) isolado apresentou maior impacto no ganho de força e massa
muscular, embora menos expressivo sobre VO₂pico e
FMD. Discussão: O
TA é superior nos desfechos centrais (VO₂pico)
e endoteliais devido a adaptações cardíacas e vasculares que elevam o volume
sistólico e o shear stress endotelial. O TR, entretanto, complementa o programa
de RC ao mitigar a sarcopenia e a disfunção muscular periférica, sendo recomendado
com cargas leves a moderadas (40–60% de 1RM) para maximizar segurança e adesão. Conclusão: Ambas as modalidades são
complementares na Reabilitação Cardíaca. O Treinamento Aeróbico é mais eficaz
para melhorar a função endotelial e a capacidade funcional, enquanto o
Treinamento Resistido é indispensável para ganhos de força e funcionalidade. A combinação
de ambas representa a estratégia terapêutica mais abrangente e eficaz para a
reabilitação cardiovascular.
Palavras-chave:
reabilitação cardíaca, treinamento resistido, exercício aeróbico, VO₂pico
.
Efeitos das fases do ciclo menstrual na força e hipertrofia
muscular em mulheres eumenorreicas praticantes de treinamento resistido: uma
revisão sistemática
Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal
de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora, MG, Brasil
camila.faria@estudante.ufjf.br
Introdução: O ciclo menstrual (CM) provoca flutuações hormonais que podem
influenciar o desempenho físico e as adaptações musculares em mulheres.
Objetivo: Comparar os efeitos das fases do ciclo menstrual sobre a força e
hipertrofia em mulheres eumenorreicas praticantes de treinamento resistido
(TR). Métodos: A metodologia seguiu as diretrizes do PRISMA, com buscas realizadas
nas bases Cochrane Library, PubMed e Portal de Periódicos da CAPES utilizando
os descritores “Muscle Strength”; “Menstrual Cycle”; “Fertile Period”;
“Follicular Phase”; “Luteal Phase” e “Resistance Training”. Foram incluídos
estudos com mulheres adultas, saudáveis, eumenorreicas e praticantes de TR,
cujos protocolos investigassem CM, força e hipertrofia. Foram excluídos estudos
com participantes mulheres pós-menopáusicas;
estudos sem comparação entre as fases do ciclo menstrual; capítulos de livros,
livros, teses, dissertações, monografias, resumos de congressos e revisões. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 12 artigos foram
incluídos. A análise metodológica usou a ferramenta TESTEX. Resultados:
As fases lútea e folicular apresentam potencial para promover maiores ganhos de
força e hipertrofia, possivelmente devido à combinação hormonal predominante.
Além disso, as estratégias de periodização do treinamento de força com base nas
fases do CM demonstraram otimizar os resultados de força e desempenho, bem como
evidenciado em estudos que adaptaram a frequência e intensidade do TR de acordo
com CM. Discussão:
Estes achados não são o consenso da literatura porque alguns estudos não
encontraram diferenças entre as fases. Isto pode estar relacionado a limitações
metodológicas como amostras reduzidas, variações nos protocolos de intervenção
e ausência de controle rigoroso do ciclo. Conclusão:
As fases lútea e folicular demonstram maior potencial para ganhos de
hipertrofia muscular em função da combinação hormonal predominante nesses
períodos e há necessidade de mais investigações sobre o ganho de força
muscular.
Palavras-chave: ciclo menstrual; treinamento resistido;
força muscular; hipertrofia
Efetividade da bota de compressão pneumática em atletas de
basquete: protocolo de ensaio clínico randomizado cruzado
Gustavo Andrade Porphyrio de Souza1, Diogo
Carvalho Felício2, Francisco Silveira Pires3, Mariana
Barbosa Cuconato¹, Gian Marques de Oliveira1, Samuel de Oliveira
Leite1
1Acadêmico de Fisioterapia da Universidade Federal de Juiz de
Fora (UFJF), MG,
Brasil
2Universidade
Federal de Juiz de Fora, MG, Brasil
3Programa
de Pós Graduação em Ciências da Reabilitação e Desempenho Físico-Funcional, MG, Brasil
Introdução: O
basquetebol é um dos esportes mais praticados mundialmente, caracterizando-se
por demandas físicas intensas, como saltos, arremessos, corridas e mudanças de
direção frequentes. Embora a prática esportiva proporciona diversos benefícios,
também pode predispor os atletas a danos musculares induzidos pelo exercício.
Dentre as estratégias disponíveis para otimizar a recuperação muscular, a bota
de compressão pneumática (BCP) ganhou destaque nos últimos anos. Até o presente
momento nenhum estudo se concentrou em investigar os efeitos da BCP nesta
população. Objetivo:
Avaliar a efetividade da bota de compressão pneumática em atletas de
basquetebol. Métodos: Trata-se de um protocolo de Ensaio Clínico
Randomizado Cruzado, aprovado pelo CEP e REBEC. Incluirá 50 jogadores de
basquete de 18 a 45 anos, sem lesões auto-relatadas. Os participantes serão
submetidos a uma avaliação inicial quanto à perceção de recuperação, dor nos
membros inferiores, força isométrica máxima e altura do salto vertical, antes
de realizar o protocolo de fadiga que simula uma partida de basquete Basketball
Exercise Simulation Test. Em seguida, serão reavaliados e receberão, de forma
randomizada, a intervenção com bota de compressão pneumática ou ultra-som
desligado (técnica placebo), com o avaliador permanecendo cego ao tratamento.
As reavaliações posteriores ocorrerão com um período de washout de uma semana a
um mês, e o acompanhamento será feito em 24h, 48h e 72h após a intervenção. A
efetividade da intervenção será analisada por equações de estimativas
generalizadas com comparações par a par Bonferroni e nível de significância de
0,05. A análise estatística dos dados será conduzida no R. Resultados: Espera-se que a bota de compressão pneumática
promova redução da dor, melhora na sensação de fadiga e aumento de desempenho
físico dos atletas. Discussão: A BCP ganhou popularidade no meio esportivo e sua
eficácia atualmente é controversa. Conclusão: O
resultado desse estudo poderá fornecer subsídios para a tomada de decisão
clínica no processo de recuperação muscular em praticantes de basquetebol.
Palavras-chave: basquetebol; recuperação após o exercício; técnicas
de recuperação após exercício
Estratégias de
prescrição de treinos para corredores de rua amadores em Juiz de Fora: um
estudo transversal
Cássia Maria de
Faria Ribeiro¹, Diogo Carvalho Felício², Lívia de Souza Alves², Alexandre
Ribeiro Oliveira¹, Maria Eduarda Gomes Januário¹, Ana Carolina Zagari de Souza¹
¹Acadêmica de
Fisioterapia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), MG, Brasil
²Programa de
Pós-graduação em Ciências da Reabilitação e Desempenho Físico Funcional
(PPGCRDF-UFJF), MG, Brasil
cassia.ribeiro@estudante.ufjf.br
Introdução: A corrida de rua é uma das modalidades esportivas mais
praticadas no mundo, destacando-se pelos benefícios à saúde, caráter social e
tradição de eventos. Ainda não há consenso sobre as melhores metodologias de
prescrição de treinos para corredores amadores, o que torna relevante
investigar como treinadores estruturam suas práticas. Objetivo:
Investigar como é feita a prescrição de treinos para corredores de rua
amadores, identificando metodologias, referências e critérios utilizados pelos
treinadores. Métodos: Estudo transversal com amostra selecionada por
conveniência. Realizaram-se entrevistas remotas com questionário estruturado de
10 perguntas qualitativas. As respostas foram analisadas de forma descritiva e
temática. Resultados: Todos os treinadores são bacharéis em Educação
Física e praticantes experientes de corrida. Seis possuem pós-graduação e dois
cursam mestrado. A prescrição é individualizada, considerando objetivos e
disponibilidade dos alunos. O teste de 3.000 metros foi o mais utilizado para
determinar intensidade, seguido por variações de distância e pelo teste de
Cooper. Cinco citaram o livro Fórmula de Corrida, de Jack Daniels, como
principal referência. Todos consideram fatores individuais como idade,
histórico de lesões e ciclo menstrual. O acompanhamento é feito,
majoritariamente, por aplicativos com ajustes semanais. Dez treinadores incluem
treinamento de força, e todos reforçam orientações sobre descanso, hidratação e
sono. As estratégias de progressão envolvem aumentos de 5% a 10% no volume e
reaplicação periódica de testes. Discussão: Observou-se heterogeneidade
nos métodos de prescrição, refletindo ausência de padronização, embora as
práticas estejam embasadas em referências reconhecidas e priorizem a
individualização. O uso de aplicativos e o controle progressivo do volume
indicam avanços no monitoramento, embora ainda haja limitações na
sistematização da carga e prevenção de lesões. Conclusão: Treinadores de
Juiz de Fora e região adotam metodologias variadas e individualizadas, mas
ainda carecem de estratégias mais padronizadas e cientificamente fundamentadas
para prescrição de treinos de corrida.
Palavras-chave: corrida de rua; prescrição de exercício; treinamento
esportivo
Fatores
intervenientes na progressão da carreira de jovens basquetebolistas: da base à
seleção brasileira de basquetebol
Matheus Neves
Rufino Pereira, Dilson Borges Ribeiro Junior¹ Davi Romeiro Soares Alves, Gabriel Torres da Silva,
Francisco Zacaron Werneck
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora, MG,
Brasil
matheusnevesrufinop@gmail.com
Introdução: Nascer nos
primeiros meses do ano combinado com maturação precoce promove uma dupla
vantagem aos atletas, gerando um fenômeno chamado efeito da idade relativa
(EIR). Entretanto, não existem estudos sobre esta temática nas seleções
brasileiras de basquetebol em relação à progressão na carreira da base ao
adulto. Objetivo: Investigar preditores da progressão na carreira de
jovens basquetebolistas até a seleção brasileira adulta. Métodos:
Participaram 360 atletas (188 masculino) das categorias Sub-15 e Sub-17, que
disputaram ao menos uma competição pela seleção brasileira entre 2004 e 2021. A
data de nascimento, estatura, competição, categoria e desempenho foram obtidas
no site www.fiba.com. Foram
calculados os quartis/semestres de nascimento, nº de categorias disputadas.
Estimou-se a maturação pelo maturity offset, criando a variável dupla vantagem
(nascido no 1ºquartil e precoce). O critério de progressão foi ter jogado na
seleção brasileira adulta até 2024 (14,0% feminino; 7,4% masculino). Resultados:
Observou-se o EIR no masculino (72,3% 1ºsemestre; p < 0,001) e no feminino
(69,8% 1ºsemestre; p < 0,001). Os atletas que progrediram disputaram
competições pela seleção em mais categorias de base no feminino (4 ± 1 vs. 2 ±
1; p < 0,001) e masculino (3 ± 1 vs. 1 ± 1; p < 0,001). No feminino,
houve maior progressão para as atletas nascidas no 2ºsemestre comparadas às do
1ºsemestre (26,9% vs. 8,3%; p = 0,001). Discussão: O EIR é controverso
em relação à progressão de carreira, sendo verificado um efeito inverso no
feminino, confirmando achados no masculino do Novo Basquete Brasil. Ser
selecionado em várias categorias de base até chegar ao adulto revela um
processo de progressão linear que não corrobora com a evidência disponível. Conclusão:
Participar mais vezes das seleções brasileiras de basquetebol aumenta as
chances dos(as) atletas chegarem à seleção adulta, assim como nascer no segundo
semestre para o feminino.
Palavras-chave: basquetebol;
jovens atletas; efeito da idade relativa; progressão na carreira
Incidência e perfil das lesões em jogadores de basquetebol
das categorias de base
Gian Marques de
Oliveira1, Diogo Carvalho Felício2, Lívia de Souza
Alves², Maria Eduarda Gomes Januário¹, Clarice da Paz Santos¹, Cássia Maria de
Faria Ribeiro¹
¹Universidade
Federal de Juiz de Fora (UFJF), MG, Brasil
²Programa de Pós
Graduação em Ciências da Reabilitação e Desempenho Físico-Funcional,
(PPGCRDF-UFJF), MG, Brasi
gianmarquess10@gmail.com
Introdução: O basquetebol é uma modalidade
esportiva em ascensão, praticada em diferentes níveis e marcada por alta
demanda física. Os gestos técnicos característicos, como saltos, aterrissagens
e mudanças bruscas de direção, aumentam o risco de lesões musculoesqueléticas.
Dessa forma, o estudo da epidemiologia das lesões é essencial para subsidiar
estratégias de prevenção e intervenção eficazes. Objetivo: Analisar a
incidência e as características das lesões em atletas de basquetebol das
categorias sub-17 e sub-19. Métodos: Trata-se de um estudo longitudinal
conduzido ao longo de uma temporada esportiva com atletas de uma equipe
estadual. As lesões foram registradas pela Liga Acadêmica de Fisioterapia
Esportiva (LAFES/UFJF) e foram classificadas quanto ao local anatômico, lado
acometido, diagnóstico, tipo de início (súbito ou por sobrecarga) e necessidade
de afastamento. Os dados foram analisados de forma descritiva e comparados
entre categorias utilizando o teste do qui-quadrado (p < 0,05). Resultados:
Participaram da pesquisa 75 atletas (58,7% do sexo masculino e 66,7%
pertencentes à categoria sub-17; p = 0,004). Foram registradas 29 lesões em 24
atletas, resultando em uma incidência cumulativa de 32%. A maioria das lesões
acometeu o lado esquerdo (57,1%) e teve início súbito (79,3%; p = 0,002). Os
locais mais afetados foram o tornozelo (55,2%) e o joelho (24,1%; p <
0,001). Em 34,5% dos casos houve necessidade de afastamento das atividades. Discussão:
A incidência de lesões observada é compatível com a descrita na literatura para
atletas de base. O predomínio de lesões súbitas em tornozelo e joelho reflete
as exigências biomecânicas e o impacto do gesto esportivo no basquetebol. A
elevada incidência demonstra a necessidade de programas preventivos e reabilitação
precoce dado o número de afastamentos das atividades. Conclusão: Atletas
das categorias sub-17 e sub-19 apresentaram incidência considerável de lesões,
principalmente súbitas e localizadas nos membros inferiores, reforçando a
importância de programas preventivos voltados às demandas específicas do
basquetebol.
Palavras-chave: basquetebol; lesões;
epidemiologia; prevenção
Perfil dos pacientes que ingressaram no ano de abertura do
ambulatório de fisioterapia esportiva em hospital universitário de Minas Gerais
Aysha Mariana de Almeida Custódio1, Priscila
Monteiro Veras2,3, Maria Clara de Andrade Benfica1,
Denise Azevedo Gomes Freitas2, Diogo Simões Fonseca1,
Maycon de Moura Reboredo3
1Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Fisioterapia
(Facfisio/UFJF) - Juiz de Fora, MG, Brasil
2Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de
Fora/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HU/UFJF/EBSERH), MG, Brasil
3 Programa de Pós Graduação em Saúde/UFJF, MG, Brasil
ayshamariana28@gmail.com
Introdução: O ambulatório de Fisioterapia Esportiva
do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora, Empresa
Brasileira de Serviços Hospitalares (HU/UFJF/EBSERH) iniciou suas atividades em
2019 e integra ações de ensino, pesquisa e assistência voltada à reabilitação
musculoesquelética de atletas e praticantes de atividade física. Conhecer o
perfil dos pacientes é importante para compreender a demanda assistencial,
direcionar protocolos de avaliação, aprimorar estratégias de reabilitação
baseadas em evidências e permitir a análise da evolução do perfil
epidemiológico. Objetivos: Descrever o perfil dos pacientes que ingressaram na
abertura do ambulatório, identificando as principais lesões e modalidades
esportivas. Métodos: Análise
secundária, de um estudo observacional, descritivo e retrospectivo, com análise
de dados quantitativos. Realizado com pacientes registrados na planilha de
acolhimento do Ambulatório de Fisioterapia Esportiva entre fevereiro de 2019 a
fevereiro de 2020 e incluídos indivíduos com a
primeira consulta registrada e diagnóstico completo em prontuário eletrônico. Resultados:
Foram analisados 14 pacientes, sendo 85,7% do sexo
masculino e média de idade 30,3 ± 13.8. As lesões mais prevalentes foram as
fraturas (28,6%) e entorses de tornozelo (21,4%). Os segmentos corporais mais
atingidos foram tornozelo (35,7%) e mão (28,6%). As modalidades esportivas mais
praticadas no momento da lesão foram futebol (35,7%), Jiu-jítsu (21,4%) e Corrida de rua (21,4%). O tempo
médio para início do tratamento fisioterapêutico foi de 27 dias. Discussão:
Os resultados refletem a realidade do serviço de Fisioterapia Esportiva
vinculado ao Sistema Único de Saúde e demonstra a necessidade de otimização dos
fluxos de encaminhamento, considerando o impacto sobre a recuperação funcional
e o desempenho esportivo. A análise dos primeiros atendimentos contribui para
compreender a demanda inicial do serviço e direcionar o planejamento
assistencial. Conclusão: O perfil dos pacientes na fase
de abertura, foi predominante do sexo masculino, praticantes de atividades
coletivas e individuais, com lesões traumáticas localizadas principalmente no
tornozelo e mão.
Palavras-chave: perfil de saúde;
especialidade de fisioterapia; hospital universitário; traumatismos em atletas
Piomiosite e fasceíte necrosante
complicada por artrite séptica e flutter atrial em adulto imunocompetente
Arthur Chede¹, Talita Rossi
Botim²
¹Acadêmico
de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), MG, Brasil
²Residente
de Clínica Médica do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de
Fora, Médica graduada pela Universidade Federal de Viçosa, MG, Brasil
Introdução: A piomiosite e a
fasceíte necrosante são infecções graves dos tecidos moles, potencialmente
fatais, exigindo diagnóstico precoce e manejo multidisciplinar. Embora mais
prevalentes em imunodeprimidos, podem ocorrer em indivíduos saudáveis,
especialmente após aplicações intramusculares de anabolizantes sem
indicação médica e por pessoa não qualificada. Objetivo: Relatar o caso de um adulto imunocompetente que desenvolveu
piomiosite e fasceíte necrosante de coxa esquerda complicadas por artrite
séptica e flutter atrial, associadas ao uso de anabolizante injetável. Relato de caso: Homem de 40 anos, previamente hígido,
apresentou dor, edema e necrose na coxa esquerda após aplicação intramuscular
de Decanoato de Testosterona. A ressonância
magnética evidenciou coleção multiloculada extensa e derrame articular
volumoso. O paciente foi submetido a múltiplos desbridamentos cirúrgicos e
antibioticoterapia guiada por cultura, que identificou Enterobacter cloacae (AmpC + ESBL) e Staphylococcus aureus produtor de carbapenemase. Evoluiu com
flutter atrial controlado clinicamente e com reversão espontânea após
controle de infecção, porém com indicação de estudo eletrofisiológico e
ablação. Discussão: A coexistência de piomiosite e
fasceíte necrosante em imunocompetentes é rara e representa desafio diagnóstico
e terapêutico. A aplicação de substâncias intramusculares sem devida
segurança, cada vez mais comum no meio desportivo e estético, pode facilitar a inoculação bacteriana profunda. A presença de
microrganismos multirresistentes reforça a importância do tratamento cirúrgico
precoce e da antibioticoterapia dirigida. Conclusão: O caso
ressalta a necessidade de suspeição clínica precoce e abordagem agressiva nas
infecções musculares necrosantes, mesmo em pacientes sem imunodeficiência,
destacando o papel do manejo multidisciplinar e da vigilância microbiológica.
Palavras-chave: piomiosite; fasceíte
necrosante; anabolizantes; infecções musculares profundas
Potência
média no salto vertical: análise comparativa entre contramovimento e squat jump
em universitários
Ítalo
Souza Longo dos Santos, André Calil e Silva, Diego Venâncio da Silva, Aline
Aparecida de Souza Ribeiro, Camille dos Reis Molina, Jefferson da Silva Novaes
Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz
de Fora (UFJF), Juiz de Fora, MG Brasil
italo.longo@estudante.ufjf.br
Introdução: A avaliação do salto
vertical é frequentemente utilizada como parâmetro para estimar o desempenho
atlético. A potência média obtida representa a capacidade de gerar força e
velocidade de forma explosiva com os membros inferiores, sendo crucial para o
sucesso esportivo. Objetivos: Comparar
a potência média do CMJ com a do SJ em Universitários. Métodos: Participaram 11 estudantes de Educação Física da UFJF.
Foram coletados massa corporal (90,2 ± 7,68 kg), idade (23,55 ± 5,13 anos) e
estatura (1,79 ± 0,06 m). A potência média foi obtida mediante plataforma de
força (Cefise, Brasil). A sessão experimental incluiu: 1) um salto de
familiarização; 2) três tentativas de CMJ e SJ. Considerou-se o melhor salto
válido de cada tipo. A normalidade foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk, e
utilizou-se o teste t de Student para amostras dependentes (p
< 0,001). Os dados estão apresentados como média ± desvio padrão. Resultados: O CMJ (2368,11 ± 404,95 W)
apresentou valores médios superiores aos do SJ (1485,73 ± 505,18 W) em toda a
amostra, com 100% dos participantes exibindo maior potência média no CMJ.
Verificou-se diferença estatisticamente significativa (p = 6,671) e um tamanho
de efeito grande (ES = 2,01). Discussão: Diferentemente do SJ, o CMJ
aproveita os componentes elásticos do complexo músculo-tendíneo. O
pré-alongamento permite o armazenamento de energia elástica, que é
subsequentemente liberada na fase concêntrica, resultando em uma produção de
potência mais elevada. Conclusão: A potência média do CMJ foi
significativamente superior à do SJ, tanto coletiva quanto individualmente, na
amostra estudada. No contexto esportivo, o CMJ replica mais fielmente as
demandas funcionais de gestos atléticos, justificando sua preferência em avaliações
e treinamentos.
Palavras-chave: salto
com contramovimento; squat jump; potência média; desempenho esporti
Prevenção
de lesões em praticantes de corrida: revisão sistemática e meta-análise em rede
José Elias Filho, Carla Malaguti, Diogo Carvalho Felício, Nara Batista de Souza, Larissa
Guimarães Paiva, Lívia de Souza Alves
Universidade Federal de Juiz de Fora, MG, Brasil
Introdução: A
prática da corrida é associada à alta incidência de lesões musculoesqueléticas. Objetivos: Identificar a melhor abordagem para prevenção de
lesões em praticantes de corrida de longa distância. Métodos: Foram utilizadas as bases Medline/Ovid, Embase, CENTRAL
(The Cochrane Library), SPORTDiscus, Scopus, CINAHL e Web of Science. Foram
incluídos ensaios clínicos randomizados na íntegra que investigaram a
associação entre estratégias preventivas e a incidência de lesão. Foram
excluídas aqueles que incluíam militares ou corrida de montanha. Todas as
etapas da revisão foram conduzidas por dois revisores, de forma independente. A
meta-análise em rede foi conduzida sob abordagem bayesiana. A qualidade da evidência
foi analisada utilizando a ferramenta GRADE. Resultados: Foram
incluídos 25 estudos com um total de 58 comparações e 13.981 participantes. Apenas três estudos atingiram a
faixa de pontuação entre 9 e 10 pontos pela escala PEDro. Comparadas com
progressão do treinamento pelo volume, nenhuma intervenção mostrou eficácia
superior. O nível de evidência através do GRADE foi baixa ou muito baixa.
Discussão: Apesar do número considerável de ensaios
clínicos randomizados, a qualidade metodológica e a confiança na evidência
permanecem limitadas. Nenhuma intervenção preventiva superou a progressão por
volume, o que exige cautela nas recomendações. A maioria dos estudos apresentou
baixos escores na PEDro e evidência baixa ou muito baixa pelo GRADE, evidenciando
limitações e a necessidade de novos trabalhos. Conclusão: Esta
meta-análise em rede não identificou diferenças entre as intervenções
preventivas e a progressão por volume de treinamento, reforçando a importância
de novos ensaios clínicos randomizados que avaliem múltiplas estratégias e
garantam contraste adequado entre grupos.
Palavras-chave: corrida; lesão; epidemiologia; risco;
prevenção
Síndrome
do impacto femoroacetabular com osteonecrose da cabeça do fêmur em homem jovem
e atleta amador: um relato de caso
Giovanna Figueiredo de Lima1, Gustavo Bittencourt Camilo2,
Ana Beatriz Santos Magalhães1, Emilly Biondine da Cunha Rosa¹,
Larissa Rosa Côrrea1, Luíza Caldeira Alves Acypreste1
1Acadêmica de Medicina da
Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil
2 Professor do Departamento de
Anatomia da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasi
giovanna.lima@estudante.ufjf.br
Introdução: A Síndrome do impacto femoroacetabular (SIFA) é uma
condição crônica e progressiva a qual acomete adultos jovens e fisicamente
ativos. Ela se caracteriza por um conflito anormal entre o rebordo do acetábulo
e o colo do fêmur, sendo fator precipitante de coxartrose. Essa condição pode
se apresentar nas formas “cam”, “pincer” ou mista, a mais prevalente. Objetivos: Relatar o caso de um paciente
com SIFA bilateral mista e osteonecrose femoral, destacando sua apresentação
clínica. Relato de caso: BSC, 36 anos, desenvolve
atividades físicas simultaneamente: futebol, musculação, corrida e futevôlei.
Há 3 meses, relata intensa dor na articulação coxo femoral direita após aumento
das atividades de corrida. Paciente não tem comorbidades importantes, faz uso
irregular de corticoides e de medicamentos para rinite/asma. Ressonância
magnética e radiografia do quadril identificaram SIFA bilateral do tipo mista.
Apresentou osteonecrose da cabeça do fêmur. Foi orientado a realizar
fisioterapia, tratamento farmacológico sintomático, usar compressas frias e
evitar atividades de impacto. Caso não haja melhora, há possibilidade de
indicação de terapia hiperbárica e intervenção cirúrgica. Discussão: A SIFA, comum em jovens ativos, causa dor inguinal e
limitação articular e frequentemente se relaciona a fatores de risco como:
prática esportiva intensa, histórico familiar e doenças no desenvolvimento
ósseo. Seu tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. Na terapia cirúrgica,
uma boa reabilitação no pós-operatório é essencial para melhores resultados.
Neste caso, a osteonecrose femoral é uma condição vascular que altera o
prognóstico e a abordagem terapêutica, favorecendo uma possível intervenção
cirúrgica. Conclusão: O paciente é um homem jovem e
ativo fisicamente que foi diagnosticado com SIFA mista bilateral, além de
osteonecrose de cabeça do fêmur devido ao uso inadequado de corticoides,
apresentando cenário clínico desafiador. Assim, há necessidade de manejo individualizado
e vigilante para manutenção da função articular a longo prazo.
Palavras-chave: impacto femoroacetabular; osteocondrite dissecante;
medicina esportiva
Risco de sarcopenia e seu impacto em parâmetros clínicos e
nutricionais em idosos enfermos
Lara Silva Amorim, Sheila Cristina Potente Dutra Luquetti,
Maria Raquel Oliveira de Castro Marcelle Andrade Ferrarez, Maria Eduarda
Narciso, Maria Eduarda Marques
Curso de Nutrição, UFJV, MG, Brasil
Introdução: A sarcopenia é definida pela perda progressiva de massa
muscular, desempenho físico e força, intensificando-se com o envelhecimento. Em
idosos hospitalizados, sua prevalência é significativa (20% a 35%),
especialmente em pacientes imobilizados e desnutridos, contribuindo para
internações prolongadas, readmissões e pior prognóstico. Assim, a avaliação
desse risco é essencial para subsidiar estratégias de cuidado. Objetivo: Avaliar o risco de
sarcopenia e seu impacto em parâmetros clínicos e nutricionais em idosos
internados em um hospital universitário. Métodos:
Coletaram-se dados clínicos e nutricionais de idosos internados, por meio
dos instrumentos SARC-F e SARC-CP, além de variáveis antropométricas,
bioquímicas e de evolução clínica. A análise estatística relacionou o risco de
sarcopenia aos parâmetros avaliados. Resultados:
Foram analisados 71 idosos (60 a 86 anos). Identificou-se risco de sarcopenia
em 43,7% dos pacientes pela dinamometria, 25,4% pelo SARC-CP e 21,1% pelo
SARC-F. 38% apresentaram redução da massa muscular e 9,9% risco nutricional.
Observou-se média de idade maior nos pacientes com risco (71,61) em comparação
com os sem risco (66,55). O tempo médio de internação foi de 10,56 dias nos
indivíduos em risco, contra 6 dias nos sem risco. Esses pacientes exibiram
piores parâmetros antropométricos e menor força muscular. Discussão: O tempo prolongado de internação e a incapacidade basal
aumentam o risco de surgimento de sarcopenia, que compromete a saúde. O risco
esteve associado a maior idade, menor IMC, redução de circunferência da
panturrilha e do braço, além de menor força de preensão manual, reforçando sua
influência em parâmetros antropométricos e funcionais. Observou-se pior estado
nutricional nesses indivíduos pela Nutritional Risk Screening (NRS),
evidenciando relação entre desnutrição e perda de massa muscular. Conclusão: A ocorrência de sarcopenia
em idosos hospitalizados foi associada a piores desfechos nutricionais,
reforçando a necessidade de identificação precoce e intervenções direcionadas
com foco em prevenir complicações, reduzir tempo de internação e otimizar
resultados clínicos e nutricionais, elevando o cuidado.
Palavras-chave: sarcopenia; desnutrição; idosos; internação hospitalar
Fomento: Universidade
Federal de Juiz de Fora
Ruptura distal do bíceps braquial durante exercício de
calistenia: diagnóstico clínico e reparo por técnica de incisão única
Davi Silveira Martins1, Guilherme Guimarães Cabral2,
Mayla Dutra da Silva3, Luana Marinho Martins3, Lucas
Gabriel Cordeiro Santana3
¹Universidade
Federal de Juiz de Fora - UFJF, Juiz de Fora, Mina, Brasil
²Hospital
Municipal de Governador Valadares - HMGV, Governador Valadares, MG, Brasil
³Universidade
Federal de Juiz de Fora - Campus Governador Valadares - UFJF-GV, Governador
Valadares, MG, Brasil
davisilveiramartins06@gmail.com
Introdução: As
lesões agudas do tendão do bíceps braquial têm impacto funcional significativo
e usualmente ocorrem por contração excêntrica súbita (CES) e cursam com dor
aguda e perda de força de flexão e supinação do antebraço. Assim, o diagnóstico
precoce é essencial para prevenir sequelas e possibilitar tratamento oportuno,
devendo basear-se em avaliação clínica criteriosa e uso de testes semiológicos
sensíveis. Objetivo: Relatar um
caso de ruptura distal do bíceps braquial associada à prática de calistenia. Relato
de caso: Homem, 26 anos, evoluiu com dor súbita em cotovelo
esquerdo, associada à estalido, durante descida em barra fixa com mão supinada.
Negou dor prévia ao evento. Ao exame físico, referia dor em região de fossa
cubital esquerda, que piorava em intensidade com a extensão e a pronosupinação.
Foram realizados o Hook test (HT) e o Biceps Squeeze Test (BST), ambos
positivos, estabelecendo o diagnóstico clínico de ruptura do tendão distal do
bíceps (TDB). Paciente foi posteriormente submetido à tratamento cirúrgico da
lesão, com êxito na reinserção do tendão. Resultados:
Paciente teve membro imobilizado no pós operatório, retornando para reavaliação
após 2 semanas. A radiografia de controle constatou posicionamento adequado das
âncoras de fixação do TDB. Os mecanismos de flexão e pronosupinação do
antebraço encontravam-se preservados. Paciente foi encaminhado para
reabilitação motora. Discussão: O mecanismo de trauma descrito é atípico em
casos de ruptura de TDB. Porém, não pode ser desconsiderado, pois execuções
errôneas podem resultar em CES dos grupos musculares envolvidos. Os testes
semiológicos HT e o BQT são de grande valia, pois apresentam alta sensibilidade
para rupturas completas do TDB (100% e 96%, respectivamente). A técnica de
incisão única também corrobora para uma melhora recuperação, uma vez que
envolve menor lesão tecidual. Conclusão:
Assim, destaca-se a importância do exame clínico completo no diagnóstico de
lesões musculotendíneas, pois mesmo em mecanismos incomuns, como a calistenia,
a ruptura distal do bíceps deve ser considerada. O planejamento cirúrgico
também é um fator essencial para uma boa recuperação funcional.
Palavras-chave:
bíceps braquial;
lesão musculotendínea; tratamento cirúrgico
Terapias
intra-articulares na osteoartrite de joelho: síntese comparativa de eficácia e
segurança com ênfase no plasma rico em plaquetas
Gabriel Leite Costa1,
Carlos Henrique Santos1,2, Otávio Augusto de Oliveira Amoêdo1,
João Victor Montenegro Lima1
1Acadêmico de Medicina da Pontifícia
Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) - Poços de Caldas, MG, Brasil
2Universidade Estadual do Centro do Paraná
(UNICENTRO), Guarapuava, PR, Brasil
Introdução: A osteoartrite
de joelho é causa comum de dor e limitação funcional em adultos e idosos,
condição crônica e progressiva com impacto na reabilitação ortopédica e
esportiva. Entre as terapias conservadoras destacam-se infiltrações
intra-articulares com plasma rico em plaquetas (PRP), ácido hialurônico (AH),
corticosteroides (CS) e condroitina. Evidências variam quanto a protocolos e
desfechos, exigindo revisão dos dados recentes. Objetivos: Realizar
revisão sistemática de revisões e metanálises comparando eficácia e segurança
das terapias intra-articulares na osteoartrite de joelho. Metodologia: Síntese
crítica de revisões publicadas entre 2020 e 2025 em PubMed, Scopus e Web of
Science, com termos sobre PRP, AH, CS, condroitina, “knee osteoarthritis” e
“intra-articular injection”. Incluíram-se adultos e idosos com osteoartrite
leve-moderada, incluindo esportistas e pacientes em reabilitação. Resultados: Das 12
revisões/metanálises incluídas (> 8.500 participantes), oito tiveram alta e
quatro moderada qualidade pelo AMSTAR 2. O PRP mostrou superioridade em dor e
função entre 3 e 12 meses (DMP −0,45 a −0,80), superando AH e CS em WOMAC, KOOS
e VAS. O CS proporcionou alívio intenso até 6 semanas, sem manutenção após 3
meses. O AH teve benefício intermediário até 6 meses; PRP+AH trouxe ~20% de
ganho funcional aos 6 meses, sem aumento de eventos adversos. A condroitina
apresentou efeito limitado e inconsistente. Discussão: Houve
hierarquia temporal: CS útil em crises agudas; PRP superior após 3 meses e
duradouro até 12; AH intermitente. Isso reflete mecanismos distintos: CS
anti-inflamatório agudo; AH viscosuplementação; PRP ação regenerativa e
modulação inflamatória. Preparações pobres em leucócitos (LP-PRP) mostrou
melhores resultados que ricas em leucócitos (LR-PRP); PRP+AH exibiu sinergia;
condroitina carece de evidências robustas. Conclusão: PRP, isolado
ou combinado a AH, apresenta maior eficácia, durabilidade e segurança versus AH
e CS, consolidando-se como principal terapia biológica intra-articular para
osteoartrite de joelho. Esta revisão reforça a aplicabilidade das evidências à
prática ortopédica e esportiva baseada em evidências.
Palavras-chave:
osteoartrite do joelho; injeções
intra-articulares; plasma rico em plaquetas; ácido hialurônico