Existe correlação entre idade e recuperação da frequência cardíaca em corredores amadores após Teste de Cooper?

Artigo original - e245650 - Publicado 12 de junho de 2026

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33233/rbfex.v25i2.5650

Palavras-chave:

frequência cardíaca, sistema nervoso autônomo, idade

Resumo

Introdução: A recuperação da frequência cardíaca (FC) após o exercício é amplamente utilizada como indicador da modulação autonômica e da aptidão aeróbia. No entanto, a influência da idade nesse processo em corredores amadores ainda não está totalmente esclarecida. Objetivo: Analisar a correlação entre idade e FC durante a recuperação em diferentes momentos após o Teste de Cooper. Participaram 22 corredores amadores do sexo masculino, com idades entre 20 e 39 anos. Método: A FC foi registrada em repouso (F0), imediatamente após o teste (F1) e cinco minutos após o esforço (F2). A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk, e a correlação entre idade e FC foi avaliada pelo coeficiente de Spearman. Resultados: Observou-se correlação negativa forte e significativa entre idade e FC em F1 (r = -0,997; p < 0,001) e F2 (r = -0,991; p < 0,001), indicando que indivíduos mais velhos apresentaram valores menores de FC pós-esforço. Conclusão: Esses achados sugerem que a idade influencia a resposta cronotrópica ao esforço, com indivíduos mais velhos atingindo menores picos de FC e, consequentemente, exibindo valores mais baixos durante a recuperação inicial. Isso não implica necessariamente em recuperação mais rápida, mas pode refletir menor ativação simpática durante o exercício. Estudos futuros devem incorporar medidas diretas da modulação autonômica e da aptidão aeróbia para aprofundar a compreensão dessa relação.

Biografia do Autor

Wellington Isaac Soares, UEG

Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia do Estado de Goiás, Universidade Estadual de Goiás, Goiânia, Brasil

Vitor Alves Marques, UEG

Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Sociedade, Universidade Estadual de Goiás, Quirinópolis, Goiás, Brasil

Naiany Pereira Silva, UFG

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, Goiás, Brasil

Franassis Barbosa de Oliveira, UEG

Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia do Estado de Goiás, Universidade Estadual de Goiás, Goiânia, Brasil

Fábio Santana, UEG

Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia do Estado de Goiás, Universidade Estadual de Goiás, Goiânia, Brasil

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Publicado

2026-06-12

Edição

Seção

Artigos originais