Efeitos da fisioterapia respiratória e da mobilização passiva sobre a pressão intracraniana
DOI:
https://doi.org/10.33233/fb.v6i6.2037Resumo
Os efeitos da fisioterapia sobre a pressão intracraniana (PIC) não são totalmente esclarecidos. O objetivo deste estudo é avaliar os efeitos da fisioterapia respiratória e movimentação passiva sobre a PIC. Foram avaliados 70 pacientes com traumatismo cranioencefálico e acidente vascular cerebral com Escala de Coma de Glasgow ≤ 8. A cabeceira foi mantida em 30 graus durante o estudo. A PIC foi monitorizada durante as seguintes condutas: compressão torácica, vibração associada í compressão torácica, compressão torácica contínua unilateral, aspiração traqueal com circuito aberto e com circuito fechado, movimentação passiva de membros superiores e inferiores, rotação do quadril, mobilização escapular e flexão lateral do tronco inferior. A variação da PIC durante as condutas foi avaliada pelo teste de Wilcoxon. A PIC inicial foi de 14 ± 6,4 mm Hg. Quatro condutas alteraram a PIC de forma significativa: Flexão lateral do tronco inferior (19,1 ± 6,52 mmHg; p < 0,0001), compressão torácica unilateral contínua (19,09 ± 6,43 mmHg; p < 0,0001), aspiração traqueal com circuito aberto (19,06 ± 6,46 mmHg; p < 0,0001) e com circuito fechado (18,2 ± 7,61 mmHg; p < 0,0001). Compressão torácica unilateral contínua e flexão lateral do tronco inferior devem ser evitadas em pacientes com hipertensão intracraniana. A aspiração traqueal é inevitável, mas deve ser cautelosa. Palavras-chave: pressão intracraniana, aspiração traqueal, fisioterapia.
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