Avaliação antropométrica em idosos praticantes de hidroginástica
DOI:
https://doi.org/10.33233/rbfe.v9i1.3465Abstract
Introdução: Visando avaliar a influência da hidroginástica no estado nutricional de idosos praticantes desta atividade, 83 mulheres e 17 homens foram submetidos í avaliação antropométrica. Material e métodos: Trata-se de um estudo transversal descritivo, com coleta de dados primários, realizado em quatro academias da zona sul da cidade de São Paulo. Os indivíduos foram submetidos a medidas de peso, altura, dobra cutânea tricipital e circunferências de braço, cintura e quadril. Foram também coletados dados pessoais e presença de doenças relacionadas ao estado nutricional. Resultados: Foi possível observar que, no geral, estes idosos estão em condição de eutrofia, sendo 48,2% para as mulheres e 52,9% para os homens, além do que este tipo de atividade física resulta em preservação da massa muscular, pois 73% da prega cutânea tricipital e 83% da circunferência muscular do braço dos participantes se encontram em eutrofia. Os resultados obtidos pela antropometria mostram que a prática de hidroginástica por idosos resulta em melhora do estado nutricional, diminuição no risco de desenvolvimento de doenças metabólicas e cardiovasculares. Conclusão: Foi verificado que a prática da hidroginástica por idosos melhora a qualidade de vida desta população, influenciando positivamente no estado nutricional, sendo também importante na integração social, tendo por consequência, a longevidade.
Palavras-chave: idoso, atividade física, estado nutricional, antropometria.
References
Silva DK, Barros MGV. Indicação para a prescrição de exercÃcios dirigidos a idosos. Corporis;1998;3(2):47-56.
Ribeiro RCL. A velhice em uma nova versão: uma abordagem interdisciplinar na microregião de Viçosa, Minas Gerais [Tese]. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais; 1999.
Cotta RMM, Suà rez-Varela MM, Cotta Filho JS, Gonzáles AL, Real ER, Ricos JAD. La hospitalización domiciliar ante los cambios demográficos y nuevos retos de salud. Rev Panam Salud Pública 2002;11(4):253-61.
Veras RP. Brazil is getting older: demographic changes and epidemiological challenges. Rev Saúde Pública 1991;25(6):476-88.
Veras RP, Ramos LR, Kalache A. Crescimento da população idosa no Brasil: transformações e conseqüências na sociedade. Rev Saúde Pública 1987;21(3):225-33.
Garrido R, Menezes PR. O Brasil está envelhecendo: boas e más notÃcias por uma perspectiva epidemiológica. Rev Bras Psiquiatr 2002;24(1):3-6.
Cervato AM, Derntl AM, Latorre MRDO, Marucci MFN. Educação nutricional para adultos e idosos: uma experiência positiva em universidade aberta para a terceira idade. Rev Nutr 2005;18(1):41-52.
MarÃn-Leon L, Corrêa AMS, Panigassi G, Maranha LK, Sampaio MFA, Escamilla RP. A percepção de insegurança alimentar em famÃlias com idosos em Campinas, São Paulo, Brasil. Cad Saúde Pública 2005;21(5):1433-40.
Guimarães ACA, Mazo GZ, Simas JPN, Salin MS, Schwertner DS, Soares A. Idosos praticantes de atividade fÃsica: tendência a estado depressivo e capacidade funcional. Revista Digital EFDesportes 2006;10(94).
Curati JAE, Garcia YM. Nutrição e envelhecimento. In: Carvalho Filho ET, Papaléo Netto M. Geriatria: fundamentos, clÃnica e terapêutica. 2a ed. São Paulo: Atheneu; 2005. p. 707-17.
Procanica D. Avaliação do risco de desnutrição de pacientes idosos internados na unidade de clÃnica no hospital Albert Einstein [TCC]. São Paulo: Centro Universitário São Camilo; 2002.
Ferreira, M, Matsudo S, Matsudo V, Braggion G. Efeitos de um programa de orientação de atividade fÃsica e nutricional sobre o nÃvel de atividade fÃsica em mulheres fisicamente ativas de 50 a 72 anos de idade. Rev Bras Med Esporte 2005;11(3):172-76.
Cruz IBM, Almeida MSC, Schwanke CHA, Moriguchi EH. Prevalência de obesidade em idosos longevos e sua associação com fatores de risco e morbidades cardiovasculares. AMB Rev Assoc Med Bras 2004;50(2):172-7.
Takahashi SR. BenefÃcios da atividade fÃsica na melhor idade. Revista Digital EFDeportes 2004;10(74).
Vecchia RD, Ruiz T, Bocchi SCM, Corrente JE. Qualidade de vida na terceira idade: um conceito subjetivo. Rev Bras Epidemiol 2005;8(3):246-52.
Xavier FMF, Ferraz MPT, Marc N, Escosteguy NU, Moriguchi EH. Elderly people’s definition of quality of life. Rev Bras Psiquiatr 2003;25(1):31-9.
Alves RV, Mota J, Costa MC, Alves JGB. Aptidão fÃsica relacionada à saúde de idosos: influência da hidroginástica. Rev Bras Med Esporte 2004;10(1):35-7.
Etchepare LS, Pereira EF, Graup S, Zinn JL. Terceira idade: aptidão fÃsica de praticantes de hidroginástica. Revista Digital EFDeportes 2003;9(65).
Novais RG. Cooperativa do Fitness. A importância da hidroginástica na promoção da qualidade de vida em idosos [online]. [citado 2006 Out 5]. DisponÃvel em URL: http://www.cdof.com.br/idosos4.htm.
Santos VH, Rezende CHA. Nutrição e envelhecimento. In: Freitas EV, Py L, Cançado FAX, Doll J, Gorzoni ML. Tratado de geriatria e gerontologia. 2a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2006. p. 930-941.
Menezes TN, Marucci MFN. Antropometria de idosos residentes em instituições geriátricas, Fortaleza, CE. Rev Saúde Pública 2005;39(2):169-75.
Kuczmarski, MF, Kuczmarski, RJ, Najjar, Mathew. Descriptive anthropometric reference data for older Americans. J Am Diet Assoc 2000;100(1):50-66
Lean MEJ, Han TS, Morrison CE. Waist circumference as a measure for indicating need for weight management. BMJ 1995;311(15):158-61.
Fagundes AA. Vigilância alimentar e nutricional – SISVAN: Orientações básicas para coleta e processamento, análise de dados e informações em serviços de saúde. BrasÃlia: Ministério da Saúde; 2004.
Cabrera MAS. Relação do Ãndice de massa corporal, da relação cintura-quadril e da circunferência abdominal com a mortalidade em mulheres idosas: seguimento de 5 anos. Cad Saúde Pública 2005;21(3):767-75.
César TB, Wada SR, Borges RG. Zinco plasmático e estado nutricional em idosos. Rev Nutr 2005;18(3):357-65.
Frisancho AR. Anthropometric standards for the assessment of growth and nutritional status. Ann Arbor: University of Michigan Press; 1990.
Sampaio LR. Avaliação nutricional e envelhecimento. Rev Nutr 2004;17(4):507-14.
Santos DM, Sichiery R. Ãndice de massa corporal e indicadores antropométricos de adiposidade em idosos. Rev Saúde Pública 2005;39(2):163-68.
Carvalho KA, Maia MR, Richa RMC. A percepção da melhoria da capacidade funcional em indivÃduos de terceira idade praticantes de hidroginástica de uma academia da cidade de Juiz de Fora. Revista Digital Vida e Saúde 2003;2(1):35-46.
Perazo MNA. Atividade fÃsica e o controle do Diabetes. Nutri Profi 2005;1(2):28-32.
Khawali C. BenefÃcios da atividade fÃsica no perfil lÃpidico de pacientes com diabetes tipo 1. Arq Bras Endocrinol Metab 2003;47(1):49-54.
Vieira ZM, Goulart JCT, Fiamoncini RL, Galli GB. Atividade fÃsica e hipertensão. Revista Digital EFDeportes 2004;10(77).
Mazo GZ, Cardoso FL, Aguiar DL. Programa de hidroginástica para idosos: motivação, auto-estima e auto-imagem. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2006;8(2):67-72.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Authors who publish in this journal agree to the following terms: Authors retain the copyright and grant the journal the right of first publication, with the work simultaneously licensed under the Creative Commons Attribution License which allows the sharing of work with acknowledgment of authorship and initial publication in this magazine; Authors are authorized to assume additional contracts separately, for non-exclusive distribution of the version of the work published in this journal (eg, publish in an institutional repository or as a book chapter), with acknowledgment of authorship and initial publication in this journal; Authors are allowed and encouraged to publish and distribute their work online (eg, in institutional repositories or on their personal page) at any point before or during the editorial process, as this can generate productive changes as well as increase impact and citation of published work (See The Effect of Open Access).